Dicas para quem pretende fazer intercâmbio no Canadá

imageTenho recebido muitos emails de pessoas querendo saber sobre intercâmbio no Canadá. Como não tenho nenhum conhecimento no assunto convidei a minha amiga Jamille, do blog Rota de Intercâmbio, para relatar sua experiência e dar algumas dicas do que fazer para maximizar seu intercâmbio no exterior. Ela veio para Toronto e adorou! Com a palavra Jamille.

O primeiro passo é planejar com antecedência a viagem, pois se você tem tudo planejado não tem surpresas de última hora. É muito importante que o intercambista procure saber qual o lugar que mais se identifica, como é a cultura, clima, se a cidade é grande ou pequena, como são os meios de transporte, meios de comunicação, saber diferença da moeda e os tipos de programa de estudo que oferecem. Em certos lugares os estudantes podem trabalhar meio período. Isso além de ajudar no custo é interessante para treinar o idioma. No meu caso, quando escolhi a cidade que ficaria durante meses fui à internet pegar o mapa para me localizar e procurei sites interessantes que mostravam os lugares turísticos, os bares, restaurantes, as festas típicas e os feriados. Conheci pessoas que tinham viajado para o país e foi legal perguntar algumas dúvidas e curiosidades. Uma dica para quem vai ao Canadá é chegar no verão, ou no finalzinho dele, para que se adapte ao clima aos poucos. Para quem vai passar apenas um mês, deve saber direitinho que estação do ano quer chegar. O Canadá tem as estações do ano bastante definidas e o frio é bem intenso.

Depois de definir o país e a cidade fui a agência de intercâmbio para pesquisar valores e escolas disponíveis na época que eu. Lá já fui informada sobre como tirar o passaporte brasileiro e sobre o visto canadense. Para se tirar o passaporte Brasileiro hoje é preciso fazer um agendamento no site da Polícia Federal. No site tem todas as informações necessárias. A validade do passaporte é de até 5 anos. Fiz a solicitação do passaporte Brasileiro com a ajuda da agência, que me orientou no preenchimento do formulário necessário. Em relação ao visto, cada país tem suas regras para a solicitação. Na época que fiz, solicitei um visto de estudante e enviei junto com a documentação necessária uma carta de confirmação da escola. Para informações de como tirar o visto canadense clique aqui. O legal da agência de intercâmbio foi que eles me passaram todos os formulários necessários, me ajudaram a preencher e o agente sempre revisava se estava tudo certo ou se faltava algo. Isso é muito importante para que não falte documentação nenhuma já que não vamos ao consulado canadense pessoalmente, diferente dos Estados Unidos.

E como planejar a viagem? No meu caso, tive um suporte da agência de intercâmbio. Muitos se perguntam por que não fazer tudo sozinho. A resposta: segurança e conveniência. Não precisei me preocupar em fazer visto sozinha, juntar toda documentação necessária para tirar o visto e passaporte, nem saber o tempo necessário para tirar os mesmos, nem procurar indicação para o seguro de viagem, podia tirar dúvidas sempre e ainda comprei a passagem no mesmo lugar. Pesquise para saber é se essa agência é segura, se é direcionada para viagem de intercâmbio, se algum amigo já viajou por ela e se o agente está disposto a resolver e ajudar quando for preciso. Otimizar tempo era muito importante no meu caso que estudava e trabalhava. Planejei tudo com antecedência e pude dividir minha viagem. Pagava todo mês uma quantia, que variava de acordo com o cambio do dia. Quando você faz o planejamento sozinho é mais difícil conseguir essas vantagens.

Só confirmei a matrícula da escola depois de pesquisar bastante sobre a mesma. Verifiquei todas as possibilidades com a agência. Pesquisei instalações, quantidade de alunos por sala, quais os tipos de acomodações. Entrei no site da escola e em outros para ver opinião de estudantes e verifiquei a sua localização, se era fácil chegar de metrô e ônibus. O interessante é saber que existe sim muito coreano, japonês, chinês e brasileiro, mais como aqui no Brasil quem faz a faculdade, a escola, são os alunos. Apesar da dificuldade de falar os asiáticos sabem muita gramática e são muito educados. Os brasileiros são descolados, não tem vergonha em falar e isso me ajudou bastante, pois sou muito tímida em articular o inglês quando a pessoa sabe mais do que eu. Isso é uma falha muitooooo grande para quem vai fazer intercâmbio. Fale muito, errado ou certo, fale!!!! Em muitas escolas você não pode falar seu idioma de origem e tem pessoas que ficam fiscalizando. É legal também saber a quantidade de horas que você quer estudar. Muitas só tem o full time mas algumas disponibilizam o part time. Eu fiz part time por que queria aproveitar mais o tempo e porque era mais barato. Se voltasse no tempo acho que teria escolhido o full time pois acho que o aprendizado teria sido melhor. Quem vai ficar pouco tempo com certeza tem que estudar mais.

O curso que fiz foi o simples regular de idioma, porque queria melhorar meu inglês mas as agências de intercâmbio oferecem cursos para profissionais, cursos para professores de idiomas, curso de idiomas com atividades, intercâmbio para terceira idade, preparatório para exames, programas de férias, curso de especialização e extensão universitária, graduação/ pós-graduação com programas de estágios e trabalho no exterior. A disponibilidade de cidades, universidades e colleges tem que ser verificado em cada agência de intercâmbio.

Quando a pessoa vai fazer High School, que é o colegial, ela precisa ter uma família responsável, a homestay. Quanto aos estudantes que viajam para curso de idioma, muitas escolas dão opções de acomodação, como a homestay ou acomodações estudantis. Como muitos de vocês devem se perguntar, a dúvida frequente é de como será essa família. Antes de sair do Brasil, você pode se comunicar com a Homestay, ligar ou mandar email. As agências na maioria das vezes perguntam o perfil da casa que gostaria de ficar. Então você já sai do Brasil com o endereço da família, se tem filhos, cachorro, localização certinha de como pegar o metro ou ônibus. No meu caso, fechei um mês em casa de família para depois resolver o que fazer. Como já viajei com 23 anos, para mim foi melhor fazer desse jeito. A família foi bastante receptiva, tinham duas estudantes na minha casa, uma italiana e uma espanhola. A família era descendente de indianos e tinham duas filhas. Ficava bem afastada da escola e do centro, mas como Toronto é bem fácil de andar, não tive problema com isso. Ficar na casa da homestay foi ótimo para praticar e melhorar o inglês mas preferi ficar somente um mês mesmo e depois aluguei um lugar para ficar. Não me adaptei com a alimentação deles que era bastante apimentada, além disso, não gostei de não poder lavar minhas roupas e sim de ter que dar a eles para lavar. Ainda teve a questão da chave, que minha home não disponibilizava, ficando difícil chegar em casa mais tarde. Ela queria sempre explicação de onde eu ia, quando voltava e eu não estava muito a vontade de ficar dando explicação. Então aluguei um lugar para ficar, dividia apartamento com outras pessoas. Isso é bastante comum no Canadá e em diversos países. Conheci estudantes brasileiros que se deram muito bem com a homestay e não trocavam de jeito nenhum. Então o que aconselho é fechar um mês de casa de família e ver se você pode trocar ou permanecer na mesma, caso goste. Já saia do Brasil sabendo todos esses detalhes.
A experiência da casa de família foi muito interessante e não me arrependo de ter ficado um mês, porém quando fui para meu cantinho podia chegar na hora que eu quisesse, lavava minha roupa, tinha minha chave, tomava mais de um banho rsrs. Em casa de família muitas vezes só é permitido um banho por dia!!!

O intercâmbio é uma experiência extraordinária que todo jovem deveria passar. Essa mistura de cultura, a possibilidade de se virar sozinho, a disponibilidade de estar ouvindo e treinando o inglês e conhecendo pessoas de diferentes lugares faz qualquer um crescer internamente. As coisas são vistas de maneira diferente, o valor que é dado a pequenas coisas é fantástico. Escolher o Canadá para fazer meu intercâmbio foi muito inusitado porque na época queria viajar para Londres. Conhecer a Europa era meu sonho!!! Como o euro e a Libra eram mais caros comecei a pesquisar a possibilidade de ir para os EUA ou Canadá. E quando comecei a pesquisar sobre o Canadá fiquei encantada com o país e o que me chamou mais a atenção em Toronto foram à mistura de cultura e a organização que a grande cidade oferecia. Queria uma cidade grande, que eu pudesse vivenciar milhões de coisas juntas e conhecer lugares diferentes. A ansiedade de está chegando a um lugar distante é uma adrenalina sem fim. E eu curti cada momento da minha viagem. Como trabalhava com intercâmbio peguei alguns contatos de brasileiros que já moravam há algum tempo em Toronto. Essas pessoas foram fundamentais para minha “sobrevivência em um lugar diferente”. Recomendo o Canadá de olhos fechados, é um país organizado, desenvolvido, correto, claro que não é perfeito e o frio é bastante intenso mas a possibilidade de crescimento é muito boa. É um país que tem um programa de imigração aberto e está sempre precisando de profissionais qualificados para trabalhar.

É isso aí Jamille! Com certeza a experiência de morar fora e aprender um novo idioma nos enriquece como pessoa e ajuda a abrir novas portas, seja no Brasil ou no exterior.

Livi

Baiana expatriada em Toronto. Adora escrever sobre suas viagens em família e experiência de vida no Canadá

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6 Resultados

  1. Fernando disse:

    Parabéns pelo post, minha pergunta é, preciso falar inglês antes de iniciar o intercâmbio

  2. Isadodora disse:

    Adoreeeei as dicas, Mille! Muito bem mesmo, me ajudou bastante! Beijos!

  3. Mirella disse:

    Muito legal o relato!!! Valeu pela Jamile pelo post 🙂

    Posso fazer propaganda Livi?! Estou trabalhando como freelance de intercambio para o Canada! Se souber de alguem, eu posso dar dicas da nossa terrinha e ajudar com o processo de intercambio 🙂

    Bjo

  4. gina disse:

    Muito bem explicadinho e com muitas orientações para quem quer estudar no exterior. Parabéns a Jamille, e a Livi pelo post.

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