Um passeio pelas ruínas de Tulum e Playa Del Carmen

Sempre fui fascinada por pirâmides, ruínas e civilizações antigas. Então, assim que marcamos a viagem para o México eu incluí as ruínas de Tulum no nosso roteiro. Elas ficam na Riviera Maya, apenas 137km ao sul de Cancún. É o ponto turístico mais visitado da região!

Tulum foi uma das últimas cidades a serem construídas pelos maias, suas ruínas estão na beira do mar caribenho e possuem uma muralha de pedras ao redor.  A combinação das ruínas com o mar é impressionante e o passeio é imperdível, na minha opinião. Mesmo para quem vai com crianças, dá para manter o interesse e aproveitar.

Como chegar

Nós pensamos em alugar um carro para ir a Tulum, seguindo a dica da Sut-Mie do blog Viajando com Pimpolhos, mas no fim acabamos fechando um pacote dentro do hotel mesmo. Se você vai de carro confira as dicas dela em relação ao estacionamento e a abordagem deles com os turistas.

No saguão do Riu Caribe tinha agentes de várias empresas que vendem pacotes de excursões para qualquer atração da região.

A empresa parceira da Sunwing é a Nexus e por ter voado com eles ganhamos desconto. No geral achei os pacotes caros e era bem mais vantagem alugar um carro para ir nos lugares (como sempre, pra pegar o turista). Mas a diferença de preço do pacote de passar a tarde em Tulum e o fim do dia em Playa Del Carmen, comparado com o preço de aluguel de carro, mais gasolina e os ingressos até que não era grande (eles não cobraram pela minha filha de 5 anos). Então resolvemos fechar e ir para Tulum sem ter a preocupação de dirigir ou estacionar o carro.

Demoramos quase 2 horas para chegar até lá, numa estrada reta e bem tranquila.

Regras e preços para quem vai visitar Tulum

Ainda no caminho, antes de chegarmos em Tulum o guia turístico explicou algumas regras que precisavam ser seguidas ao visitar as ruínas, como não comer dentro do parque e nem alimentar as iguanas. Explicou também quanto tempo teríamos com o guia e sozinhos, o preço do trenzinho que nos leva até as ruínas e sobre o uso de máquinas fotográficas profissionais e GoPro. Todas as pessoas que estiverem com esses tipos de máquinas precisarão pagar uma taxa extra de $45 pesos, não importa se é para filmar ou fotografar. Filmagem é permitida com celular e máquinas normais, sem custo adicional. A minha é uma Nikon D7000 e não precisei pagar nada.

Por ser administrado por um órgão nacional eles só aceitam Pesos Mexicanos no pagamento de ingressos e taxas, Dólar só nas lojinhas de souvenir. Quem não tiver a moeda local vai ter que trocar na casa de câmbio da entrada, com uma cotação bem ruim.

Chegando lá foi muito tranquilo, já que estávamos em grupo. Ninguém se aproximou pra oferecer nada e também não tivemos que pegar filas para comprar ingressos. Eles custam $70 pesos por pessoa mas já estavam inclusos na nossa excursão. Na entrada tem várias lojas de souvenirs e uma pracinha.

A entrada para as ruínas de Tulum fica a uns 800 metros da praça principal onde estão as lojas. Algumas pessoas fazem o caminho a pé, outras vão numa espécie de trenzinho ($20 pesos por pessoa, ida e volta). Com crianças é muito mais divertido (e menos estressante) a segunda opção.

Nós podemos explorar Tulum sozinhos ou acompanhados de um guia do governo, contratado lá mesmo. Esse guia era parte do nosso tour e foi bom ter alguém contando um pouco da história e explicando o significado das coisas. Ele falava em espanhol e depois em inglês.

A cidade de Tulum

Tulum significa “parede”, fazendo referência a muralha de pedra ao redor da cidade. No tempo dos maias ela era chamada de Zama, cidade do amanhecer. Uma das coisas mais impressionantes do local é a vista, a cidade está num penhasco de 12 metros, do lado que o sol nasce e do mar azul turquesa do Caribe.

 

Por causa da sua localização privilegiada, Tulum era um polo comercial muito importante. Além disso, era também um centro religioso. Dá para ver várias esculturas que representam deuses, como esse de perfil aí na foto.

A primeira coisa que me chamou a atenção ao entrar foi a muralha de pedras, com 8 metros de largura e que chega a 5 metros de altura em alguns pontos. As pedras foram encaixadas umas nas outras, sem nada para grudar no meio. Para ver as ruínas é preciso cruzar essa muralha em um dos pontos de entrada.

O guia caminha conosco, explicando o que era cada um dos prédios em Tulum. Ele fala também sobre os costumes dos maias e a queda da civilização.

As meninas ficaram interessadas em saber um pouquinho sobre o local e a gente ia simplificando a história que o guia contava. As trilhas são fáceis de fazer, tudo é bem plano.

No fim do tour exploramos livremente o complexo, tiramos fotos e ficamos admirando a paisagem. Não tivemos tempo de descer para tomar banho de mar e para ser sincera achei que estava meio forte pra crianças naquele dia. Sem dúvida, é um lugar incrível!

Durante o passeio é certeza que veremos muitas iguanas, elas são nativas da região e estão por toda parte. Os maias costumavam comê-las. Elas não fazem nada, ficam apenas tomando sol e de vez em quando pousam para fotos. Mesmo assim é sempre bom manter uma distância e jamais devemos tocá-las pois as escamas podem machucar.

Cuidados para quem vai com crianças

Nós fomos em fevereiro mas mesmo sendo inverno o sol e o calor castigaram um pouco. É importante beber bastante água e passar protetor solar. Levamos também repelente mas não foi preciso usar.

Para quem vai visitar Tulum com crianças, o cuidado precisa ser redobrado. Não deixe de fazer uma paradinha para sorvete no final e comprar/trazer lanches para comer na viagem de volta para o hotel.

Escolha também um horário que o sol não esteja tão quente, como no início da manhã ou no meio da tarde.

Paradinha em Playa Del Carmen

A parte final da nossa excursão foi em Playa Del Carmen. Tivemos 2 horas para explorar a Quinta Avenida, a rua mais movimentada de Playa. Toda essa avenida é fechada para carros e é repleta de restaurantes, lojas de souvenirs e até boates. Me lembrou bastante o centro de Praia do Forte.

Caminhamos um pouco, entramos na loja Hacienda Tequila pra olhar. Nos ofereceram uma degustação, ouvimos explicações sobre o processo de fabricação da Tequila e trouxemos uma garrafa pra casa. Assim como a nossa cachaça, há vários tipos de Tequila e eles vão ainda mais além com regulamentações do governo sobre a produção.

A Tequila é feita de agave azul. Mas há outras espécies de agave e elas também são usadas para fabricar bebidas. Toda bebida feita de agave é chamada de Mezcal. A diferença é que a Tequila é feita de apenas uma espécie e as outras não. O processo de fabricação é diferente e o sabor também. E daí vem um ditado mexicano que eu adorei: Para todo mal, mezcal… para todo bien, también. Certíssimos hahaha!

Agave, a planta usada na fabricação da Tequila

Depois sentamos no Ristorante da Bruno para jantar e assistir aos grupos que faziam serenata mexicana pelas ruas. A comida estava bem gostosa e o serviço foi super rápido e atencioso.

Infelizmente não deu para fazer muito em tão pouco tempo, só deu mesmo pra ficar com água na boca e vontade de voltar à Playa Del Carmen.

Nossa opinião sobre a excursão

Gostei do atendimento e da preocupação do pessoal da Nexus com as meninas. O passeio foi muito legal, o transporte foi muito confortável e conveniente. Para quem não quer se preocupar em dirigir e não se importa de ter um roteiro fixo, com o tempo contado pra ir nas atrações é uma boa opção. Todos os agentes dos hotéis oferecem o mesmo tipo de passeio, a diferença é que se você veio por uma empresa conveniada vai ganhar um descontinho.

Geralmente nós  alugamos carro por causa da flexibilidade, gostamos de ter a opção de desviar do roteiro para ver outras coisas se der vontade. Acho que é mais adequado para o nosso perfil. Mesmo assim valeu a experiência.

Só achei chato que perdemos um tempão na ida pois paramos para pegar duas pessoas num hotel e o casal demorou quase 30 minutos para aparecer. E o pior é que eles estavam sentados a poucos metros do carro, conversando e não tiveram a brilhante idéia de ir perguntar se o transporte era para eles. O guia já estava louco entrando e saindo do hotel, procurando por eles. Sem comentário… Claro que isso não foi culpa da agência, mas acontece quando dependemos de outras pessoas.

 

Livi

Baiana expatriada em Toronto. Adora escrever sobre suas viagens em família e experiência de vida no Canadá

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1 Resultado

  1. ginapsig disse:

    Amei esse lugar! Fiquei com vontade de dar uma passadinha por lá, rs.

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