Bilinguismo: a importância de uma viagem ao Brasil

Hoje é o nosso último dia de férias, amanhã voltaremos para casa com o coração apertado por deixar a família e ao mesmo tempo felizes de retomarmos nossa rotina no Canadá. Todo imigrante conhece bem esse sentimento e a cada ano que passa aprende um pouco mais a lidar com ele. Mas calma que o texto não é sobre esse assunto. Queria falar mesmo como é importante para nossas filhas, e para outros filhos de expatriados, essa visita ao Brasil.

imageNão é apenas uma questão de passear, matar as saudades da família, comer comidinhas regionais ou fugir do inverno canadense. Apesar de serem motivos super válidos, claro. Viajar para o Brasil proporciona a elas uma imersão completa no nosso idioma e cultura.

A parte mais difícil não é ensinar uma segunda língua aos nossos filhos e sim mantê-los interessados em aprender. Sei que existem várias formas de fazer isso (leia mais sobre bilinguismo) mas nenhuma rende os resultados de uma viagem ao país que fala a língua que você está ensinando. É por isso que todo mundo faz intercâmbio, né?

Noto que em cada viagem elas dão um salto no desenvolvimento. Falamos português diariamente no Canadá mas somos só nós, alguns amigos que encontramos uma vez por semana e a família no Skype/Whatsap. Quando chegamos no Brasil, a primeira coisa que elas dizem é: mãe, todo mundo fala português! Elas chegam falando timidamente e logo entendem que falar português não é uma coisa que meia dúzia de gatos pingados fazem, é uma coisa mais real. No Brasil elas não se sentem um peixe fora d’água. Todo o processo de aprendizado torna-se uma coisa bem mais natural e divertida.

Quando ensino meu idioma e cultura às minhas filhas tenho a esperança que isso se torne parte de quem elas são, para que nunca se perca. Essa viagem é meu investimento nisso.

Nós escolhemos ir todos anos no fim de dezembro e janeiro pois, além de fugir da friaca do Canadá, é o período de férias no Brasil, então maximizamos o tempo com a família. O único problema é que as meninas acabam perdendo muitos dias de aula e a medida que vão crescendo vai ficando mais difícil se ausentar por mais tempo. Não sei como será daqui pra frente mas espero poder continuar investindo no aprendizado das minhas filhas.

Livi

Baiana expatriada em Toronto. Adora escrever sobre suas viagens em família e experiência de vida no Canadá

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8 Resultados

  1. Camila disse:

    Liv, feliz mesmo de encontrar vc! Carregamos uma bagagem bem parecida. Acho que baiano traz a Bahia consigo, onde quer que vá, e com orgulho! Seu blog é muuuito legal, suas fotos são lindas e suas aventuras de babar! Vamos à terrinha e dessa vez vamos esticar pra Chapada. Animadissima de mostras às crianças aquela natureza toda…bjao e até a volta!

  2. Livi, adorei o texto. Saber um pouco mais sobre o bilinguismo me ajuda a ter ideias de como fazer com a minha filha. Ano passado fomos para Toronto por 4 meses (até nos falamos pelo insta) e agora estamos no Brasil acertando os detalhes da imigração. À medida que vai se tornando mais real, essa questão de como fazer a Liv manter o português sempre vem à nossa cabeça.
    Obrigada por compartilhar!
    Bjs
    Renata

  3. renataschultz disse:

    Importantissimo mesmo mas infelizmente tem mta gente que prefere nao falar em pt com os filhos. Ontem mesmo eu levei minha filha na aula de patinacao e ouvi um homem falando em frances com a filha com um sotaque fortissimo brasileiro. Ai logico q perguntei pq ele falava em frances com a filha! Ele disse que qdo estava fora de casa falava em fr para a integracao… Meu marido nao fala pt mas mesmo assim eu so falo em pt com meus filhos e sempre que vamos ao Brasil as pessoas ficam impressionadas que eles sao bilingues! O pt p mim tb eh a lingua do amor e do carinho e por mais que eu seja 100% bilingue em frances, nao eh natural falar em fr com eles!

    • Livi disse:

      Falar inglês com minhas filhas não é natural também. Eu só falo quando há pessoas que falam inglês envolvidas na nossa conversa, falar ba rua só por falar, não. É uma pena que algumas percebem isso tarde demais, né? Beijos

  4. Adorei o texto… minhas amigas com filhos falam exatamente a mesma coisa.
    As crianças que viajam com frequencia para o Brasil, falam bem melhor que as outras, especialmente se tem primos, amiguinhos essas coisas 🙂
    Compartilhando seu texto 🙂

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